Sri Lanka bloqueia redes sociais para evitar notícias falsas

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Sri Lanka bloqueou as redes sociais a nível nacional (incluindo Instagram e Facebook) depois dos atentados que mataram quase 300 pessoas neste domingo e deixaram mais de 500 feridos…

Essa ação foi realizada para evitar as notícias falsas, que começaram a se espalhar por várias redes. Ainda assim, esse bloqueio é temporário, segundo o governo, que também destacou a necessidade de ter melhores recursos para frear a propagação de informações erradas.

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YouTube, Snapchat e os aplicativos de mensagem WhatsApp e Viber também foram bloqueados, segundo o grupo de monitoramento da internet, NetBlocks, de acordo com o NetBlocks, mas o Twitter parece ter sido salvo (não é muito usado lá). Sanjana Hattotuwa, pesquisadora sênior do Centro de Políticas Alternativas em Colombo, Sri Lanka, indicou que o Instagram e o Facebook têm sido as principais fontes de desinformação.

Entre as notícias falsas tinha uma que afirmava que o edifício da Cruz Vermelha havia sido atacado. A Cruz Vermelha desmentiu a notícia no Twitter (algo ineficaz se considerarmos novamente que é a rede menos usada no país).

No Facebook comentaram que as pessoas confiam sem seus serviços para se comunicarem com seus entes queridos, e estão “comprometidos a manterem seus serviços e ajudar a comunidade e o país durante este tempo trágico”, porém, seguem sem dar soluções efetivas para acabar com este problema.

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Ivan Sigal, diretor executivo de Global Voices, um grupo internacional de jornalismo e defesa digital, disse que há alguns anos eles veriam o bloqueio de sites de redes sociais após um ataque como uma censura escandalosa, ao invés disso, agora acreditam que é um dever essencial de cuidado, para se protegerem de ameaças. Acima podemos ver o tweet.

Foram oitos os suicidas que explodiram entre a multidão dentro de 4 hotéis e três igrejas, ataques coordenados contra a religião cristã e o turismo.