Collab, para criar composições musicais colaborativas


A situação de confinamento que se viveu em diferentes partes do mundo ao longo deste ano, com a obrigação de ficar em casa, exceto para sair para realizar atividades essenciais, de acordo com os regulamentos de cada país, fez com que muitas pessoas se reinventassem, voltando-se para o campo digital e seus entretenimentos.

E como parte desses entretenimentos, houve quem se juntou digitalmente a outras pessoas para fazer composições musicais, o que inspirou a equipe do Facebook a materializar novas ideias, em forma de aplicativos.

E graças a isso, nasceu o aplicativo Collab, que no final de maio passado chegava a fase beta, com acesso por convite, para usuários da plataforma iOS.

Basicamente, Collab permite realizar colaborações musicais para criar videoclipes com base nos clipes criados por outros compositores, resultando em “colaborações” com a junção de três clipes reproduzidos em sincronia, onde cada clipe é tocado por um instrumento musical diferente.

Para fazer isso, os usuários encontrarão uma sucessão de clipes musicais para escolher aqueles aos quais adicionar sua parte musical para criar uma nova colaboração.

Collab aproveita o momento atual de popularização dos vídeos curtos na internet, com o TikTok na vanguarda dessa tendência, junto com ferramentas colaborativas para possibilitar novas criações musicais.

Depois de todos esses meses em fase de testes, Collab finalmente está disponível para o público, embora, apenas para a plataforma iOS e também limitado ao mercado dos EUA, não se sabe se a equipe NPE do Facebook pretende trazê-lo também para a plataforma Android, bem como outros mercados além do mercado dos EUA.

Ao longo da fase beta, a equipe NPE vem realizando melhorias nas capacidades de sincronização, bem como alguns ajustes técnicos adicionais, e espera-se que no futuro outros tipos de contribuições também possam ser feitas além das composições com instrumentos musicais, podendo trazer danças e outros tipos de conteúdo para acompanhamentos.

E embora por enquanto não haja integração direta com o Facebook, ele permite que os usuários exportem seus vídeos para outras plataformas com as marcas d’água correspondentes, algo bastante semelhante ao que o TikTok permite, por exemplo.

Crédito da imagem: Facebook