Facebook utiliza IA para mapear a população da África

Contar com mapas precisos não só é importante por questões de estudo geográfico, como também ser vital para prover a ajuda necessária quando ocorre um desastre. A eficácia dos grupos de ajuda humanitária depende, em grande parte, dos detalhes fornecidos pelos mapas de densidade demográfica.

Facebook se converteu em um dos melhores provedores desses tipos de mapas, em alta resolução e com detalhes nunca capturados, graças ao potencial da inteligência artificial. Este projeto, que começou em 2016, agora se supera com um novo conjunto de mapas com a densidade populacional de quase toda a África, com uma precisão incrível.

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Para fazer isso, usaram novos sistemas de Aprendizagem Automática que puderam fazer frente aos desafios que representa mapear o território Africano, sendo difícil combinar os dados do censo em vastos territórios vazios.

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Ou seja, sabemos o número de pessoas que vivem na África, mas é impossível interpretar esses dados populacionais, já que os edifícios estão distribuídos em grandes áreas. Por exemplo, para o mapeamento da África, eles precisaram classificar 11,5 bilhões de imagens de 64 × 64 pixels e trabalhar em conjunto com diferentes associações, como CIESIN, e complementar as informações com os dados do Open Street Map.

Para se obter um mapeamento eficaz, é necessário um processo complexo, que envolve a análise de imagens de satélite de alta resolução, o contraste dessas informações com dados públicos e a aplicação de técnicas de aprendizagem profunda para mapear todas essas informações para que os dados façam sentido e sejam refletidos com precisão.

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Facebook disponibilizará estes mapas para ajudar as organizações a realizarem iniciativas com fins humanitários. Utilizando mapas anteriores conseguiram, por exemplo, chegar com campanhas de vacinação contra o sarampo e a rubéola no Malauí e levar eletricidade para as áreas rurais da Tanzânia, de acordo com a equipe do Facebook.

E, claro, esse grande feito de mapear a população mundial terá suas aplicações comerciais, embora o Facebook não tenha mencionado.