Bruce Willis negou ter vendido seus direitos de imagem para criar deepfakes

Em março deste ano, a família de Bruce Willis anunciou a aposentadoria do famoso ator de Hollywood, após ser diagnosticado com afasia, um distúrbio neurológico.

Nesse contexto, começaram a circular informações de que esse renomado astro do cinema de ação continuaria nas telonas graças à inteligência artificial, boato que foi posteriormente desmentido pelo mesmo ator por meio de seu representante.

Bruce Willis não voltará ao cinema em forma de deepfake

Em matéria audiovisual, uma das capacidades mais notáveis ​​da IA ​​é a possibilidade de intervir em clipes de áudio e vídeo para, entre outras coisas, simular que uma pessoa realiza ações que nunca cometeu. Essa técnica é chamada de deepfake e recentemente – para o bem ou para o mal – gerou reações de espanto com os resultados apresentados.

Anteriormente, Bruce Willis já tinha uma abordagem para esta tecnologia. Em 2021, um “clone digital” do autor participou de uma série de anúncios de televisão para a MegaFon, uma companhia telefônica russa. Esta peça foi criada pela empresa americana Deepcake.

Sobre essa colaboração, Willis afirmou na época: “Gostei da precisão com que meu personagem ficou. É um mini-filme no meu gênero usual de comédia de ação. Para mim, é uma grande oportunidade de voltar no tempo.” Sobre a forma de trabalhar, comentou: “Com o advento da tecnologia moderna, mesmo estando em outro continente, pude me comunicar, trabalhar e participar das filmagens. É uma experiência muito nova e interessante, e agradeço a toda a nossa equipe”, segundo o site Deepcake.

Com base nesse pano de fundo, o jornal britânico Daily Mail informou que Willis “vendeu seus direitos para permitir que um ‘gêmeo digital’ de si mesmo fosse criado” para uso na tela, supostamente abrindo uma nova oportunidade para o ator permanecer ativo. apesar de sua doença, que pode envolver problemas para ler, ouvir, falar ou escrever.

Dado o alto impacto midiático dessa informação, o representante do ator aposentado de 67 anos disse ao The Hollywood Reporter que Willis “não tem associação ou acordo com esta empresa Deepcake”, negando o boato da extensão de sua antiga relação contratual com a empresa.

Complementando esse esclarecimento, um porta-voz da Deepcake disse ao mesmo veículo que os direitos de imagem digital de Willis não podem ser vendidos, pois são dele por padrão, e que o envolvimento da empresa com a estrela foi estabelecido por meio de seus representantes na CAA, agência de talentos para a qual ele pertence. O porta-voz da Deepcake explicou que sua empresa criou seu gêmeo digital para as campanhas publicitárias de 2021 e que qualquer uso futuro desse clone audiovisual dependeria de Willis.

E embora o ator americano não continue digitalmente na tela, essa forma de trabalhar veio para ficar na indústria cinematográfica. Prova disso é o trabalho da empresa ucraniana Respeecher em conjunto com James Earl Jones, a voz clássica de Darth Vader, que vendeu seus direitos para recriá-lo digitalmente.